quinta-feira, 25 de março de 2010

E as Juventudes...

Afinal, o que é ser jovem?

A Organização Mundial de Saúde costuma identificar jovem como aquele/a que se encontra na fase dos 19 aos 24 anos. Já o Plano Nacional da Juventude, ainda no Congresso Nacional considera a questão etária dos 15 aos 29 anos.
Juventude é uma fase que não pode ser considerada uma simples passagem da infância para idade adulta. Esse período se transformou ganhando maior complexidade e significado social. Segundo Marília Spósito em entrevista à Revista Viração diz que “A idéia de juventude foi uma coisa inventada pela sociedade moderna. Os Jovens são sujeitos concretos, que estão próximos ou não desse conceito. Por que é importante dizer isso? Não é que outras sociedades não tenham tido jovens, mas esse momento do ciclo da vida foi tratado de forma diferente. Por exemplo, esse é um período que se adquire habilidade e competência na escola e no mundo do trabalho. Há cem anos no Brasil, meninas de treze anos de idade estavam prontas para se casarem e terem filhos. Não se utilizava essa idéia de juventude para essas jovens. A juventude é uma concepção histórica e os jovens vivem essa diferença pela classe social e etnia.”
O problema é que a sociedade estereotipa essa juventude buscando traços em comum, pois “os jovens são um sinal de medo e uma aposta no futuro”, complementa Marília. Estereótipos como irresponsáveis, promíscuos, revoltados e muitas vezes: violento.
Pouco mais de uma década pra cá se criou a associação Juventude violência, em que casos excepcionais viraram “regra” para os tablóides. Casos como as rebeliões na FEBEM em 1995, o assassinato do índio Pataxó Galdino, o assassinato do menino João Hélio. Associação essa que teve como conseqüência um debate que dura até hoje: a diminuição da maioridade penal. Mas isso é assunto por outro debate.
Por hora, é importante salientar que a juventude não pode ser classificada como uma só por que cada grupo social tem sua especificidade, demandas, bandeiras, embora tenha em comum o fato de serem jovens. Então, hoje, falamos em Juventudes, no plural.

Para nós o Feminismo é ...

FEMINISMO

“É comum a palavra ‘feminismo’ parecer algo ultrapassado e distante de nossa vida, uma vez que muitas mulheres, por exemplo, já ‘trabalham fora’ e algumas (bem poucas) ocupam até cargos de chefia.
É usual que as pessoas associem o feminismo a uma imagem de mulheres que detestam homens, queimam sutiãs e que, como Napoleão, desejam dominar o mundo detendo todo e qualquer poder.
(...) Vamos, então, já falando o que o feminismo não é.
Feminismo não é queima de sutiãs. Essa lenda de sutiã queimado teve início em 1968, em um concurso de miss nos Estados Unidos, no qual um grupo de feministas fez uma manifestação contra concursos de beleza em geral. A manifestação era contra os rígidos padrões de beleza impostos pelos concursos de beleza em geral. Até hoje esses padrões fazem com que muitas jovens se tornem anoréxicas ou passem por muitas cirurgias plásticas para se adequarem a um modelo imposto pela moda. Nesta manifestação as feministas jogaram sutiãs em um balde de lixo em que não havia fogo. Mas um jornalista inventou as chamas para ‘apimentar’ a notícia.
Feminismo não é um grupo de mulheres ‘feias’, ‘mal-amadas’ e que não arrumam marido. O feminismo é um movimento formado por mulheres críticas e questionadoras. Elas nada têm a ver com o modelo de passividade e submissão que é esperado das mulheres por alguns setores da sociedade. São mulheres que, embora sejam diferentes entre si, formam um grupo que de diferentes formas critica a radicalmente o sistema econômico, político e social em que vivemos. É só prestar um pouquinho de atenção para perceber que o objetivo maior do feminismo é liberar tanto as mulheres quanto os homens para a vida autêntica e consciente.
Feminismo não é privilégio para as mulheres e destruição para os homens. A luta feminista combate o machismo e o sexismo, a desvalorização das mulheres e do que é feminino, mas não combate os homens. A cada conquista de direitos (e não privilégios) das mulheres, os homens também ganham muito. (...)
Assim, o feminismo busca que as mulheres e homens compartilhem o poder na sociedade, e não que o poder seja apenas das mulheres. Aliás, é bom desconfiar de quem fala, meio em tom de brincadeira, que ‘as mulheres ainda vão dominar o mundo’. Esse não é um objetivo do movimento feminista, por que o feminismo também não é guerra dos sexos.”

Trechos do texto “Pra começo de conversa” do Livro: “Feminismo que história é essa?” de Daniela Auad.

sábado, 20 de março de 2010

Coletivo de Jovens Feministas PE

Este é o mais novo espaço encontrado por nós do Coletivo de Jovens Feministas para dialogarmos sobre nosso projeto político com outras pessoas, além de socializar nossas ações, projetos, articualções. Por isso sintam-se a vontede para nos ajudar a contruir mais este espaço de participação.